Confira sete destaques da exposição Egito Antigo no CCBB Brasília

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Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Brasília, a exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade proporciona uma verdadeira jornada pela vida, religiosidade e o pós-morte na antiga civilização do vale do Nilo. De terça-feira a domingo, das 9h15 às 19h, o público confere 140 peças originais, entre esculturas, pinturas, objetos, sarcófagos, caixões e múmias, muitas delas resultantes de escavações do século XIX e início do século XX.

Oriundas do Museo Egizio de Turim, na Itália, cada uma das peças revela aspectos das crenças e modo de vida dessa civilização que desperta tanto fascínio. A exposição está dividida em três seções: vida cotidiana, religião e eternidade, que ilustram o laborioso cotidiano das pessoas do vale do Nilo, revelando características do politeísmo egípcio, além de abordar suas práticas funerárias.

Cada núcleo apresenta um tipo particular de artefato arqueológico, contextualizado por meio de coloração e iluminação projetadas para provocar efeitos perceptuais, simbólicos e evocativos. As cores escolhidas são: amarelo para a seção da vida cotidiana; verde para a religião; azul para as tradições funerárias – associadas a três intensidades da iluminação (brilhante, suave e baixa).

CONFIRA A SEGUIR SETE DESTAQUES DA EXPOSIÇÃO:

  1. Amuletos

Os amuletos de escaravelho eram usados de várias maneiras no Egito Antigo. Os mais conhecidos são os de coração, que traziam o Capítulo XXX do Livro dos Mortos inscrito em sua base. Acreditava-se que isso impedia o coração de testemunhar contra o defunto no julgamento dos mortos.

O escaravelho de Nek, por exemplo, é de xisto verde, que na parte posterior apresenta, esculpido, o signo hieroglífico do pássaro Benu, um símbolo de renascimento e ressurreição após a morte, com poder de aumentar o próprio poder do amuleto.

  1. Imagens divinas

A esfinge simbolizava a imagem divina do rei, considerado filho do deus-sol Ra. Trata-se de uma estátua cujo corpo de leão agachado tinha a cabeça de um rei. No Período Romano, essas esculturas eram colocadas na entrada das tumbas, como símbolo do renascimento no Além garantido pelo ciclo solar.

As esfinges desse período, incluindo as da exposição, apresentam certa rigidez de postura, contrastando com a definição detalhada das massas musculares e da caixa torácica.

  1. Mumificação humana

Os egípcios desenvolveram uma técnica bastante apurada de mumificação de corpos, mas há poucas informações sobre o método, exceto pelo relatório do historiador grego Heródoto. Apesar de não ser um documento totalmente confiável, menciona três tipos de mumificação, com diferentes níveis de qualidade e para classes sociais distintas.

A múmia em exibição na exposição do CCBB, provavelmente, é resultado da aplicação da técnica mais complexa e com melhor qualidade de mumificação.

  1. Felinos

No Egito Antigo, os gatos foram domesticados a partir do Médio Império. O animal vivia em casa e estava associado à deusa Bastet, guardiã do lar. No Período Tardio, eles eram criados em templos dedicados a essa divindade por sacerdotes que, após a morte dos felinos, os mumificavam e enterravam em necrópoles. Na exposição Egito Antigo é possível conferir um exemplar.

  1. Alma

De acordo com os egípcios, os seres humanos possuíam ao menos um dos três elementos espirituais: akh, ka e ba. Este último é o que mais se aproxima do conceito de alma do mundo moderno e era representado por um pássaro com cabeça de homem (androcéfalo). Estatuetas de ba, como as que estão em exibição na mostra, costumavam ser produzidas em madeira, pedra, metal e outros materiais, como objetos autônomos ou presos a outros artigos funerários, a exemplo de caixões.

  1. Cenas do cotidiano

É possível ter uma ideia dos costumes no Egito Antigo a partir de peças artesanais como o modelo em madeira estucada e pintada que representa um cozinheiro de cócoras. Com a mão direita, ele segura um abanador para atiçar o fogo. A peça apresenta também um segundo personagem, representado na mesma posição, pouco atrás do primeiro, indicando que este poderia ser um assistente na cozinha.

A base de madeira recria um ambiente de trabalho, com a representação de uma panela e um forno de barro. Modelos como este, presente na mostra Egito Antigo, são versões tridimensionais de cenas de preparação de alimentos pintadas nas paredes das capelas das tumbas.

  1. Calçados

Os egípcios costumavam andar descalços, mas o uso de calçados era exigido em cerimônias. As sandálias que eles utilizavam eram produzidas em couro, às vezes com incrustações em ouro, fibras de papiro, junco ou outras fibras vegetais trançadas. Em geral possuíam uma sola à qual se fixavam tiras com a função de prendê-las no tornozelo.

Agendamento de visitas

Para conferir outras curiosidades presentes na exposição Egito Antigo é preciso reservar ingresso pelo aplicativo Eventim ou www.eventim.com.br. As visitas são gratuitas e o CCBB segue protocolos sanitários frente à pandemia, como aferição da temperatura na entrada, obrigatoriedade do uso de máscara, cobrindo a boca e o nariz, e distanciamento de dois metros entre as pessoas durante todo percurso.

Serviço

Egito Antigo: do cotidiano à eternidade

Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Lote 22 – Asa Sul, Brasília

De terça a domingo das 09h15 às 19h

Entrada gratuita, mediante agendamento pelo app Eventim ou site www.eventim.com.br

Confira as normas de visitação e segurança referentes à Covid-19 pelo: www.bb.com.br/cultura e na emissão do ingresso.

Classificação indicativa livre

Informações: (61) 3108-7600

By redacao

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