Rotas do Pará e de Santa Catarina são validadas pelo projeto Experiências do Brasil Rural

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Terminou na sexta-feira (26.11) a terceira semana de validações do projeto Experiências do Brasil Rural. Técnicos do Ministério do Turismo e da Universidade Federal Fluminense (UFF) percorreram as rotas “Amazônia Atlântica”, no Pará, e o “Caminhos do Campo “, em Santa Catarina. Ambas passaram por avaliações com base nos conceitos e ideias apresentadas durante a fase de capacitação, além da verificação da viabilidade de cada experiência desenvolvida no decorrer do projeto.

De acordo com o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, é empolgante ver um projeto tão importante chegar na ponta e mostrar que o turismo pode ser sim mais uma atividade econômica trabalhada por eles. “Com esta iniciativa, estamos dando a oportunidade para que o pequeno agricultor também possa trabalhar com o turismo e fazer da sua experiência, a experiência de muitas outras pessoas. Roteiros como o do Pará e o de Santa Catarina só comprovam o quão rico é o nosso país e o quanto ainda temos que desbravá-lo”, disse.

Na rota “Amazônia Atlântica”, que contempla os municípios de Augusto Corrêa, Curuçá e Bragança, os técnicos puderam compartilhar um pouco da experiência do Perimerim em Rota e do pescador conhecido como seu Sacaca, que apresentou seu observatório, preparou um belo café da manhã no meio do rio e ainda os presenteou com um delicioso Avuado do Peixe Bandeirada, típico da região. Além disso, os presentes puderam participar de uma aula de dança com ritmos regionais seguido de um almoço especial no Rancho Amuré, e ainda pizza de caranguejo que só tem no Cipó Urbano, em Augusto Corrêa. O Berçário das Ostras ainda foi uma das experiências vivenciadas e o “Retumbão”, um passeio pela cidade histórica de Bragança com curiosidades e tradições da festa de São Benedito e da Marujada..

A experiência não parou por aí. No Sítio Raiz, os técnicos conheceram todo o processo de produção da farinha, desde a colheita até o envase e provaram o que a farinha paraense, que é sem igual. Ainda no lado gastronômico, foram apreciados os deliciosos salgados da Salgateau, empreendimento familiar que produz e comercializa salgados típicos para os turistas e moradores da rota, e os pratos diferenciados da Casa da Dika. E o que falar da Fazenda Bacuri e de todo o processo de bioeconomia da Floresta Amazônica? Lá, os técnicos puderam acompanhar o desenvolvimento da primeira agroindústria artesanal com produtos acabados e certificados. Por fim, o Hotel Urumajó trouxe aos técnicos acomodações com características rurais e acolhimento ambiental

Durante as validações, a proprietária da Fazenda Bacuri, Hortênsia Osaki, se emocionou com a concretização do projeto em seu empreendimento e destacou como ações públicas como essa podem mudar a vida de toda uma região. “Vocês não têm noção do que é esse projeto para mim. É validar tudo aquilo que meu pai pensou que poderia ser feito. E muito mais do que isso, foi um grande aprendizado, além da gente poder contribuir com essa comunidade do entorno”, destacou.

Suellen Brito, do Sítio Raiz, também pontuou a importância do projeto Experiências do Brasil Rural para ela e toda sua família. “Esse projeto ajudou a gente em um processo bem longo de adequação, porque é muito difícil para a gente que é agricultor ver um sonho realizado, ver que é possível, porque muitos não acreditam. Hoje, o projeto ajudou muito a gente com as formações, com as capacitações, como fazer a nossa experiência. Foi incrível a gente participar do projeto”, finalizou.

CAMINHOS DO CAMPO – Paralelamente à rota “Amazônia Atlântica”, outra equipe composta por representantes do Ministério do Turismo e da Universidade Federal Fluminense (UFF) validou as experiências do roteiro catarinense “Caminhos do Campo”. Foram várias atividades da agricultura familiar que contemplaram a colheita de frutas e verduras como, a cebola; puderam acompanhar o processo produtivo de geleias, chás, sucos, farinhas, além de degustarem o já conhecido café colonial e o prato típico da região, a galinha com aipim, sem falar no artesanato local.

A coordenadora-geral de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Rafaela Lehmann, acompanhou a visita e destacou os principais pontos verificados na região.  “A visita técnica foi muito emocionante. As famílias todas reunidas para desenvolver experiências nos empreendimentos. Famílias de agricultores que puderam ver no turismo uma alternativa de renda complementar para poder gerar mais prosperidade para a região e melhorar a qualidade de vida daquela população”, disse.

Proprietário da experiência do Sítio Agroboing, Jairo Boing, agradeceu a visita da equipe e ressaltou a importância da iniciativa para ele e as demais experiências da rota. “A gente se sente ainda mais motivado e importante em ver que a gente está tendo esse respaldo do ministério. É uma coisa que a gente já estava desacreditado de tantas coisas que foram iniciadas e não tinham dado andamento. Agora a gente se sente mais motivado pela visita e de todo esse projeto lindo que estamos fazendo parte”, declarou.

O roteiro catarinense tem como premissas a sustentabilidade rural, o respeito ao meio ambiente, a valorização da história e da cultura locais e a criação de alternativas de renda a famílias do campo, incentivando a permanência na área. As propriedades utilizam produtos nativos e regionais, e os guias pertencem à comunidade, o que fomenta os negócios mutuamente e beneficia as economias municipais. O objetivo é favorecer a interação positiva entre a indústria do turismo, os moradores e os visitantes.

By Julie Rocha

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